
Muitas vezes a solidão bate-nos à porta com tanta força, que parece que a porta vai abaixo. Que fazer quando isso aocntece? Eu tenho duas tendências estranhas (ou talvez não).
Uma delas é deixar-me levar pela solidão e arrasto-me com ela. Parece que pega na minha mão e caminha a meu lado rumo a termo incerto... Estranha sensação que toma conta do meu corpo, deitanto fora os meus sentimentos todos.
A outra tendência, é um bocado estranha... Eu provoco as pessoas, a ver se estão mesmo ali. Sabem aquela sensação de vendar os olhos e perder a percepção de tudo o que rodeia? Depois andamos aos apalpões... É isso mesmo que acontece. Parece que pego em tudo o que a minha mão pode alcançar e atiro. Atiro com força, atiro para acertar e magoar. O pior é que magoo mesmo, magoo o alvo e magoo a mim mesma.
O meu corpo sente tudo isso e age por impulsos nervosos... Sinto que há algo dentro de mim... Algo que não conheço e que me faz dizer e/ou fazer coisas que não sou eu.
Não sei porque faço estas coisas nem porque repito... O problema é mesmo parar... Parar de tentar procurar o escuro quando está tudo claro... Parar de não ser eu...
Runaway to a place where nobody knows
Runaway gotta let this feeling go
Runaway and I don’t want to hurt anymore
Though my heart is always aching
If I can’t find love,
I’m gonna runaway




