quinta-feira, 15 de abril de 2010
Para ti
sábado, 10 de abril de 2010
Entre o ser e o demonstrar
Os nossos gestos e acções, muitas vezes não revelam o que nós somos daí, por vezes, algumas dessas reacções que vemos por fora nos toquem cá dentro. Por não querermos ver a outra face, por estarmos com os Olhos Bem Fechados, por elevarmos de tal maneira que não permitimos erros. o que são erros afinal? É subjectivo... Depende de cada um, de cada cultura, cada Religião. Não há nada que seja certo, a não ser a morte.
Mas, para cada acção há sempre uma reacção, seja voluntária/involuntária, consciente/inconsciente, com boa ou má fé. É aqui que quero chegar. As reacções aos sinais que por vezes vemos e a interpretação que temos deles.
Os sinais têm muitas maneiras de serem vistos, muitas mesmo. Nas minhas aulas de código discuti com o meu Instrutor. Tudo por causa de um sinal de trânsito em que não concordava com o que ele estava a responder num exame. Ele ensinou que os sinais em forma de triângulo são sinais de perigo servem para avisar que algo está mais à frente consoante o tipo de sinal que for. Até aí tudo bem. Numa ficha de trabalho apareceu o triângulo com um peão lá dentro, em que a resposta correcta para o instrutor foi que o condutor era obrigado a parar naquele sinal.
Será que foi surpresa o facto de ter reclamado que não concordava com o que disse? Argumentei e no meu argumento perguntei se quando houvesse aquele sinal seguido da passadeira se teria que parar duas vezes. Ele apenas disse: És obrigada a parar. E eu neguei sempre acreditei nas minhas convicções foi o que ele ensinou. Afinal não era só eu que tinha a dúvida, mas toda a gente se calou, menos eu. É assim que se aprende, não é?No fim da discussão, ele apenas disse: Tu vais chumbar no exame de código.
Surpresa ou talvez não, chumbei, com oito respostas erradas. Bati com a cabeça e paguei mais 200€. Apesar de ter chumbado, voltaria a dizer o mesmo, porque não fazia sentido a sua explicação, mas respeitei. Se houver quem me explique de maneira a que eu mude de ideias estarei aberta para tal. É aí que entram as segundas oportunidades, a oportunidade de estar receptível para reaprender, somos ou não somos seres mutáveis? É por isso que estamos vivos e pensamos.
Por mostrar indelicadeza não quer dizer que seja mal educada. Por mostrar insatisfação não quer dizer que esteja chateada. Por não conhecer o desconhecido não quer dizer que tenha a mente fechada para tal. Não é por mandar uns bitaites que não quero ver a tua felicidade.
O ser humano reage por impulsos. Em caso de defesa, o instinto é demasiado visível na nossa mente, e ataca. Mesmo sem querer mesmo sem medir as consequências. Assim sou eu, impulsiva quando me sinto atacada. Isso fará de mim alguém assim tão inconstante, fria e difícil?
E por toda a gente merecer uma segunda oportunidade... Olá eu sou a Carina, tenho 26 anos e moro na ilha de Porto Santo, na Madeira, muito prazer.
Quanto a ti... Amo-te, sem mais palavras...
http://www.youtube.com/watch?v=Tx6z14x1wB4
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Amuo
Envolves o teu espaço
Amuar faz bem
Ficas descalça em casa
Amanhã o mundo inteiro
Amuar faz bem
Nada como um bom amuo
E depois voltar
terça-feira, 6 de abril de 2010
Sonho Meu
Sinto o canto da noite
Traz a pureza de um samba
domingo, 28 de março de 2010
Uma frase (quase) perfeita

quinta-feira, 25 de março de 2010
Uma carta

terça-feira, 23 de março de 2010
Uma divagação

Está lá representado o nosso consciente (na parte imersa) e o nosso inconsciente (na parte submersa). Entre estes dois, existe uma minúscula porção de pré-consciente. Nestes instrumentos cognitivos, estão representados também o ID, o ego e o superego. Para os curiosos, o Google é um excelente motor de busca.
Muitos se calhar, devem achar que o psicanalista era doido. Desde quando é que, afinal, somos mais selvagens do que se pensava? Não somos animais racionais? Mas, então... Porquê?
Tão simples e no entanto tão complicado... Temos funções básicas, movimentos involuntários, reacções instantâneas a todos os impulsos interiores/exteriores. O bater do coração, respirar ou até mesmo o afastamento da mão quando nos queimamos. Sim, este último. Um exemplo tão prático. Estamos nós a cozinhar, muito bem... Deitamos tudo para dentro da panela e pomos o fogão a funcionar. Tudo igual o que é costume, mesmo ingredientes, mesmas quantidades, mesma pressão gasosa (caso o gás esteja a acabar, já é outra divagação). De repente, lembramos de ir ver se o "Bispo visitou cozinha" (dizem aqui isso quando a comida queima, go figure?). Basta uma distracção e acabamos por colocar a mão na parte mais quente da panela. O nosso instinto? Afastar a mão mais rápido que a velocidade da queimadura. Arde como um raio e metemos a mão debaixo da água fria. Depois, amandamos umas caralhadas e chamamos todos os nomes conhecidos e não conhecidos à panela que não devia estar quente nessa altura.
Olhamos para a panela, e se estiver alguém que não seja pior que nós na cozinha, pedimos para terminarem de cozinhar. Depois pedimos para fazer o almoço no outro dia, e o jantar, e novamente almoço... Até que passamos uns tempos longe da cozinha, com uma reina maldita àquela panela. Passar pela porta sem olhar. É por isso que não cozinhas mais? Vais fugir de todas as panelas?
Eu, penso, mas penso muito. Penso para mim:
Mas porque é que te queimaste, Miúda? És parva, só pode, não fazes uma certa.
É então que retiro as minhas próprias conclusões. Tenho várias soluções. Deitar a panela fora depois de saltar em cima dela e dizer todo o mal que me fez... Nunca mais me aproximar da cozinha... Deixar a panela num canto qualquer e olhar com ar de desprezo e dizer que está de castigo, fazendo inveja com outras panelas, fazendo festinhas nelas...
Penso nas consequências. Ódio, não me irá trazer satisfação nenhuma, ajo através do meus impulsos (inconsciente outra vez?). Não posso simplesmente ignorar, já que se o fizer, morro à fome. Castigar? Julgar? Quem faz isso é apenas um.
Vou manuseando, apalpando, devagar, até conseguir esquecer o que se passou. Num desses movimentos investigantes, descubro que a panela, afinal, já deu o que tinha a dar. É então que encosto-a de vez e vou usando outras enquanto... Amanhã ou depois, compro outra, quando me fizer falta.
Ainda dizem que somos racionais? Há coisas que falam por si. Nós não somos melhores que os outros seres que vemos. No fim de contas, somos todos iguais, só temos a capacidade de saber que 1+1=2. Os nossos instinto são inconscientes, tão inconscientes que o nosso primeiro impulso a uma emoção forte, é, simplesmente, fugir. O pior de tudo? Diz-me tu.
Chega, não escrevo mais porque ninguém vai ler.
Alanis Morissette:You Learn http://www.youtube.com/watch?v=GFW-WfuX2Dk
You live you learn
You love you learn
You cry you learn
You lose you learn
You bleed you learn
You scream you learn
You grieve you learn
You choke you learn
You laugh you learn
You choose you learn
You pray you learn
You ask you learn
You live you learn
