quarta-feira, 7 de julho de 2010

Pedra no sapato

Quem nunca teve uma pedra no sapato? Não digo fora, na sola, mas sim dentro... A moer ali o dedo de uma maneira tão incómoda que nos faz andar aos pontapés no ar...


Começa por entrar de mansinho, como quem não quer a coisa. Sentimos aquilo ali, já dentro da meia mas não ligamos. É a preguiça de tirar o sapato fino e de marca e as meias. Mas de tanto moer no mesmo sítio, da mesma maneira, começa a doer mais e a fartar.



É aí que decidimos tirar o raio do sapato... Uma porcaria de um sapato caro como tudo e que não foi capaz de impedir que o raio da pedra entrasse. O pior, é que a ferida ficou lá no dedo... E quanto mais andamos, mais dói... É pior para sarar...


Resolvemos ver a porcaria do sapato e reparar nos pormenores... Raios partam, o sapato afinal estava com uma pequena falha na cosedura e tinha um pequeno buraco!


Resolvi usar calçado mais simples. Ao menos, consigo ver os meus pés com clareza, e reparar, se as pedrinhas incómodas voltam a chatear. Logo que as sinta, tiro-as, é bem mais fácil... E imaginem... Não fica ferida... É tudo passageiro.


quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sei Bem

Sim, sei bem
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
(...)
Fernando Pessoa
A cada dia que passa, odeio mais o que me rodeia, ou odiarei a mim mesma?

terça-feira, 18 de maio de 2010

Não gosto de mim

Cause I'm a hazard to myself
Don't let me get me (No)
I'm my own worst enemy
It's bad when you annoy yourself,
so irritating
(Don't want) Don't want to be my friend no more
I wanna be somebody else

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Para ti

Would you know my name
If I saw you in Heaven?
Will you be the same
If I saw you in Heaven?
(...)
Would you hold my hand
If I saw you in Heaven?
Would you help me stand
If I saw you in Heaven?

sábado, 10 de abril de 2010

Entre o ser e o demonstrar

O facto de deitar alho na comida não quer dizer que goste. O facto de me arranjar com maquilhagem sapatos altos e vestido para os concertos de Côro e/ou concertos mais arrojados, não quer dizer que adore fazê-los. Tocar para um acontecimento que respeito mas não concordo, não quer dizer que venere.

Os nossos gestos e acções, muitas vezes não revelam o que nós somos daí, por vezes, algumas dessas reacções que vemos por fora nos toquem cá dentro. Por não querermos ver a outra face, por estarmos com os Olhos Bem Fechados, por elevarmos de tal maneira que não permitimos erros. o que são erros afinal? É subjectivo... Depende de cada um, de cada cultura, cada Religião. Não há nada que seja certo, a não ser a morte.

Mas, para cada acção há sempre uma reacção, seja voluntária/involuntária, consciente/inconsciente, com boa ou má fé. É aqui que quero chegar. As reacções aos sinais que por vezes vemos e a interpretação que temos deles.

Os sinais têm muitas maneiras de serem vistos, muitas mesmo. Nas minhas aulas de código discuti com o meu Instrutor. Tudo por causa de um sinal de trânsito em que não concordava com o que ele estava a responder num exame. Ele ensinou que os sinais em forma de triângulo são sinais de perigo servem para avisar que algo está mais à frente consoante o tipo de sinal que for. Até aí tudo bem. Numa ficha de trabalho apareceu o triângulo com um peão lá dentro, em que a resposta correcta para o instrutor foi que o condutor era obrigado a parar naquele sinal.

Será que foi surpresa o facto de ter reclamado que não concordava com o que disse? Argumentei e no meu argumento perguntei se quando houvesse aquele sinal seguido da passadeira se teria que parar duas vezes. Ele apenas disse: És obrigada a parar. E eu neguei sempre acreditei nas minhas convicções foi o que ele ensinou. Afinal não era só eu que tinha a dúvida, mas toda a gente se calou, menos eu. É assim que se aprende, não é?No fim da discussão, ele apenas disse: Tu vais chumbar no exame de código.

Surpresa ou talvez não, chumbei, com oito respostas erradas. Bati com a cabeça e paguei mais 200€. Apesar de ter chumbado, voltaria a dizer o mesmo, porque não fazia sentido a sua explicação, mas respeitei. Se houver quem me explique de maneira a que eu mude de ideias estarei aberta para tal. É aí que entram as segundas oportunidades, a oportunidade de estar receptível para reaprender, somos ou não somos seres mutáveis? É por isso que estamos vivos e pensamos.

Por mostrar indelicadeza não quer dizer que seja mal educada. Por mostrar insatisfação não quer dizer que esteja chateada. Por não conhecer o desconhecido não quer dizer que tenha a mente fechada para tal. Não é por mandar uns bitaites que não quero ver a tua felicidade.

O ser humano reage por impulsos. Em caso de defesa, o instinto é demasiado visível na nossa mente, e ataca. Mesmo sem querer mesmo sem medir as consequências. Assim sou eu, impulsiva quando me sinto atacada. Isso fará de mim alguém assim tão inconstante, fria e difícil?

E por toda a gente merecer uma segunda oportunidade... Olá eu sou a Carina, tenho 26 anos e moro na ilha de Porto Santo, na Madeira, muito prazer.

Quanto a ti... Amo-te, sem mais palavras...

http://www.youtube.com/watch?v=Tx6z14x1wB4

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Amuo

Vejo que estás mais crescida
Já dobras a frustração
Bates com a porta ao mundo
Quando ele te diz não
Envolves o teu espaço
Na tua membrana ausente
Recuas atrás um passo
Para depois dar dois em frente
Amuar faz bem
Amuar faz bem

Ficas descalça em casa
A fazer a tua cura
Salva por um bom amuo
De fazer má figura

Amanhã o mundo inteiro
Vai perguntar onde foste
E tu dizes apenas
Que saíste, viajaste
Amuar faz bem
Amuar faz bem

Nada como um bom amuo
Apenas um recuo quando nada sai bem
E depois voltar
Como se nada fosse
E reencontrar o lugar
Guardado por um bom amuo

terça-feira, 6 de abril de 2010

Sonho Meu

http://www.youtube.com/watch?v=MtMs0kDuetU&feature=related

Sonho meu, sonho meu
Vai buscar quem mora longe
Sonho meu
Vai mostrar esta saudade
Sonho meu
Com a sua liberdade
Sonho meu
No meu céu a estrela guia se perdeu
A madrugada fria só me traz melancolia
Sonho meu
Sinto o canto da noite
Na boca do vento
Fazer a dança das flores
No meu pensamento
Traz a pureza de um samba
Sentido, marcado de mágoas de amor
Um samba que mexe o corpo da gente
E o vento vadio embalando a flor